4 tipos de estruturas de pontes que todo engenheiro precisa conhecer

Tempo de leitura: 6 minutos

Resultado de anos de avanço e estudo na engenharia, quatro estruturas de pontes se destacam como essenciais e que não devem ser esquecidas pelos engenheiros. Estamos falando das pontes suspensa, estaiada, cantiléver e a treliça.

Caso os profissionais da área não as conheçam, podem acabar não atendendo aos desejos do cliente de forma adequada ou, na pior das hipóteses, causar algum acidente, pois não utilizaram a estrutura correta para cumprimento de determinado projeto.

Mais uma vez, os sistemas de protensão ganham notoriedade na execução desses projetos, principalmente porque garantem a absorção correta da energia acumulada nas pistas das pontes. Além disso, a flexibilidade e a diminuição do risco de quebra das pontes são pontos positivos no uso dessa técnica.

Estruturas de pontes que todo engenheiro precisa conhecer

1. Ponte pênsil (ponte suspensa)

estruturas de pontes pensil

Uma ponte de suspensão é o tipo em que o tabuleiro (a porção de suporte para as cargas) fica pendurado, sendo sustentado por cabos de suspensão verticais, que agem como suspensórios. Assim, a tecnologia é relativamente simples:

  • São utilizadas torres verticais, que são a conexão da ponte com o solo. São elas que, verdadeiramente, suportam o peso do tabuleiro e do tráfego acima da ponte;
  • O peso do tabuleiro, ao invés de ser distribuído diretamente sobre as torres, é transmitido para elas por meio dos cabos de suspensão;
  • Há um cabo de longa extensão que liga uma torre a outra, e cabos secundários que se ligam ao cabo principal. Com isso, pode-se garantir uma maior distância entre cada uma das torres;
  • Esse sistema é muito utilizado em regiões montanhosas;
  • O tabuleiro deve ser construído com um excelente sistema de propensão, para evitar os riscos de quebra da estrutura de concreto.

Por essas razões, essa ponte garante um ótimo sistema de dispersão de energia. O tabuleiro absorverá grande parte da energia dos movimentos dos carros, pois é uma estrutura com um certo nível de flexibilidade — devido ao sistema de protensão —, e os cabos transmitirão a energia para o solo, dissipando a energia.

Os primeiros exemplos modernos desse tipo de ponte foram construídos no início do século XIX. Porém, a tecnologia avançou mesmo no século XX, atingindo seu ápice com a construção da Ponte Golden Gate.

2. Ponte estaiada

estruturas de pontes estaiada

À primeira vista, a ponte estaiada pode parecer apenas uma variação da ponte de suspensão, mas não deixe que suas torres similares e as estradas penduradas o enganem.

As pontes estaiadas diferem das suas antecessoras por não precisarem de duas torres para garantir a sustentação do tabuleiro. Cada cabo é conectado diretamente à torre, não havendo necessidade de um cabo principal. Por isso, as pontes que usam esse sistema têm os cabos sempre em posição diagonal.

Assim, a torre de uma ponte estaiada é responsável por absorver e lidar com forças de compressão. O esforço sobre a torre pode ser diminuído quando utilizado aço no sistema de protensão, o que garante maior segurança e absorção dos impactos sobre o tabuleiro.

A ponte estaiada é ideal para intervalos mais longos do que os suportados pela cantiléver e mais curtos do que aqueles das pontes suspensas. No Brasil, um grande exemplo de ponte estaiada é a ponte sobre o Rio Pinheiros, na cidade de São Paulo.

3. Pontes cantiléver

estruturas de pontes cantilever

O nome “cantiléver” vem do tipo de estrutura utilizada nessas pontes. São sustentações que devem estar apoiadas a uma estrutura sólida em apenas uma de suas extremidades.

Para se estender no espaço, o tabuleiro dessas pontes deve se apoiar em vigas, que irão dissipar a energia gravitacional e cinética dos carros. Esse sistema é independente de cabos para o tabuleiro às vigas. Porém, grandes pontes cantiléver, projetadas para lidar com tráfego rodoviário ou ferroviário, necessitam do uso de treliças feitas de aço estrutural.

Como em qualquer ponte com tabuleiros suspensos, deve ser utilizado aço no sistema de protensão para evitar quaisquer rachaduras ou quebras na estrutura. As primeiras pontes cantiléver apareceram na século XIX, quando a necessidade de pontes mais longas surgiu para melhorar a infraestrutura ferroviária.

Para solucionar o problema de comprimento, os engenheiros da época descobriram que a utilização de muitos suportes iria distribuir as cargas igualmente entre eles e ajudar a atingir o comprimento necessário.

4. Pontes de treliça

estruturas de pontes treliça

Essas pontes utilizam treliças — sistemas de barras de aço entrelaçadas — para manterem sua sustentação. Deste modo, as treliças das pontes são compostas de muitas barras de aço que, juntas, apoiam uma grande quantidade de peso e se estendem por grandes distâncias.

Na maioria dos casos, o design, a fabricação e a montagem de treliças são relativamente simples. No entanto, uma vez montadas, as treliças ocupam maior espaço em comparação com modelos antecessores. As vigas de ação ocupam uma extensão vinte vezes maior do que cabos de aço, e, em estruturas mais complexas, isso pode servir como uma distração para os condutores.

As treliças são utilizadas porque são estruturas muito rígidas, que transferem a carga a partir de um ponto único a uma área muito mais ampla, o que garante a absorção do peso e do impacto. As pontes de treliça apareceram cedo na história das pontes modernas e são muito econômicas para construir, uma vez que utilizam materiais de forma eficiente.

Você conhecia todos esses tipos de estrutura de ponte? No Brasil, não temos muitos exemplos de pontes de treliça, por exemplo, mas elas são excelentes para pequenas distâncias e proporcionam uma segurança ímpar.

É essencial saber quais estruturas de pontes escolher para cada projeto. Não cometa o erro de escolher um tipo de ponte previamente e, depois, adaptar ao pedido do cliente. Isso poderá gerar custos desnecessários e a insatisfação dele. Saiba sempre que o cliente deseja o projeto mais em conta e que ainda garanta o máximo de segurança.

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2 Comentários

  1. Gilson Francisco Costa e Silva

    Achei muito rico o material sobre as pontes, acredito que estão fazendo um trabalho relevante, principalmente para nós, prevencionistas.
    Muito Obrigado pelas informações.

    Gilson – 97123-3245

    Responder

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